Nas redes desinformação | Radicalismo à direita | Dependemos da imprensa | Defesa ao comunismo | Maduro | Agenda – #BC

By | August 29, 2017

Boletim Cultural – 29 de agosto de 2017

HÁ MAIS DE 80 ANOS PROMOVENDO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

SÓ COM DEMOCRACIA
“As redes sociais abrem canais para a comunicação, livre debate das idéias e difusão cultural, mas não dispõem do método de que só as redações profissionais estão investidas” – escreve Eugenio Bucci na revista Piauí. O respeitado professor de comunicação social em São Paulo ajunta que “só a imprensa livre pode servir de antídoto contra os boatos, campanhas de desinformação maliciosas e calúnias armadas pelos poderosos contra dissidentes ou opositores”; por isso que “informação crítica e independente só sobrevive onde há democracia”.

SÓ COM (II)
Como exemplo, o professor Bucci apresenta um “ranking” que classifica os países conforme o grau de liberdade de imprensa, elaborado pela publicação “The Economist”: Russia, 134º lugar; China, 136º; Ruanda, 138º; Cuba, 128º; Coréia do Norte – o último, 167º. Entre as nações mais democráticas figuram Noruega, Islândia, Suécia, Nova Zelândia, Dinamarca e Canadá. O Brasil fica no 51º lugar, com assassinatos e pressões como o recente surto de radicalismo à direita, que tem arranhado garantias constitucionais dos profissionais de imprensa – entre nós o caso recente envolve tentativa de procuradores da República de constrangerem o jornalista Francisco Duarte.

CIVILIZAÇÃO
Citando o caso terminal da Turquia, que resvala para o autoritarismo depois de desfrutar de certo agionarmento civilizatório, Eugênio Bucci conclui: “ A democracia não está aí desde sempre. Ao contrário, ela é uma invenção muito recente. Não tem mais de dois séculos. A democracia ainda está em construção, no Brasil e no mundo todo. Para que ela permaneça, cresça e se difunda, nós dependemos do vigor da imprensa, dos jornalistas profissionais e das redações independentes”.

BARRIGA
O regime da Coréia do Norte – padrão em sua última colocação no ranking da liberdade de imprensa com a insistência ideológica em desafiar o mundo estabelecido – também causa estragos na qualidade da informação. Ainda agora deu ensejo a uma “barriga” jornalística de primeira página, ao despachar um provocativo míssil para sobrevoar o território japonês. Um grande jornal especializado em Economia lascou: “Coreia do Sul lança míssil sobre o Japão”. “Fake” claramente não intencional: o petardo foi disparado pela Coréia do Norte – como esclarece o texto na mesma primeira página.

CARRASCO DA IMPRENSA
Só neste ano o governo de Nicolás Maduro fechou 49 veículos de comunicação na Venezuela, contando com emissoras de rádio e canais de TV por assinatura. Em fevereiro, o sinal da CNN em Espanhol já havia sido cortado, Maduro acusa a TV de fazer propaganda de guerra. Um grupo de jornalistas protestou contra a decisão da Comissão Nacional de Comunicações (Conatel) de tirar do ar as emissoras que tinham quase 30 anos de funcionamento. Segundo o sindicato de jornalistas do país, a medida adotada pelo governo venezuelano é uma tentativa de controlar opiniões e vai totalmente contra a liberdade de expressão.

E-BOOKS NÃO SUPERARAM
O desaparecimento dos livros impressos foi anunciado nos últimos anos, graças ao surgimento dos e-books. Mas, uma pesquisa inédita realizada no Brasil mostra que isso não aconteceu. As publicações impressas continuam sendo a base da receita no setor. A venda do livro eletrônico movimentou R$42,5 milhões no ano passado, o que corresponde a apenas 1,09% do mercado brasileiro. O que se esperava era a substituição do livro impresso para o digital. Com a tecnologia, o leitor poderia ir de uma obra a outra através de atalhos virtuais. Por enquanto, o e-books tem funcionado somente como versões mais baratas de obras físicas, o que não significa que vai acabar com elas.

BRASIL, 195
A Associação Paranaense de Imprensa e o Centro de Estudos Brasileiros, em conjunto com o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, órgãos públicos e entidades cívicas e culturais – ao ensejo da Semana da Pátria de 2017 – convidam para o evento

“BRASIL, 195 ANOS:
A CAMINHO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDENCIA”

Dia: 05 de Setembro de 2017 (3ª. feira)
Horário: 14:30hs
Local: Instituto Histórico e Geográfico do Paraná
(Rua José Loureiro, 43, Centro, Curitiba)

Caro Associado:
Contamos com sua contribuição para manter os trabalhos de nossa entidade, com valor mensal de R$ 28,00; ou pagamento pessoal na Sede; ou Depósito no Banco SICOOB, Agência: 4368, Conta: 6570-6, com o favor de se identificar na hora do depósito.

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria
Hélio de Freitas Puglieli, Diretor de Assuntos Culturais

Estacionamento conveniado JUST PARK:
R. Marechal Hermes, 890, em frente ao Museu Oscar Niemeyer

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