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By | August 22, 2017

Boletim Cultural – 22 de agosto de 2017

HÁ MAIS DE 80 ANOS PROMOVENDO A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

ENLEADA NOS N°S
A imprensa, que sempre teve dificuldade em lidar com grandezas numéricas, continua enleada no cipoal representado pelos números. Semana passada um jornal publicou que o polêmico “fundo de financiamento da democracia” pretendido pelos políticos seria de R$ 6,3 bilhões. Trocou os fatores: o tal fundo – que já afundou – era de 3,6 bi. Agora outro veículo de comunicação tascou: os congressistas querem abocanhar 5% do PIB, quando a importância proposta – que também foi para o ralo – era de 0,5% do Produto Interno Bruto apurado no ano.

PERDA DO PESSOA
Morreu semana passada, o jornalista e escritor Carlos Alberto Pessoa, conhecido como “Nêgo Pessoa”. Pessoa tinha 75 anos e teve trajetória destacada, principalmente no jornalismo esportivo, escrevendo livros como “A Copa e a crise do futebol brasileiro” e, em conjunto com Walmor Marcelino, “O sábio de chuteiras” e “De letra”. Durante sua carreira Nego Pessoa trabalhou em diversos órgãos de imprensa, rádio e televisão e – juntamente com o redator deste boletim – organizou uma Estante Paranista na biblioteca da Assembléia Legislativa; onde resgatou obras raras sobre nossa crônica histórica. Seu jeito típico e dedicação à cultura paranista deixam saudades.

LANCE QUEBRA
O jornal esportivo Lance pediu recuperação judicial (antiga concordata) no Rio de Janeiro. Mais uma vitima da recessão combinada com a mudança tecnológica o veículo – com circulação destacada na área de esportes, principalmente futebol – busca renegociar com credores as dívidas de três empresas do mesmo grupo. Lançado em 1977, o “Lance” já rodava uma versão digital além da edição impressa. E pode se restringir a esse perfil eletrônico, como outras publicações – inclusive no Paraná.

“FAKE”, DESDE SEMPRE
As notícias falsas e rumores interessados existem há muito tempo – escreve a colunista Eliana Cardoso, no caderno de Fim de Semana do “Valor”. Como é que os políticos gregos disputavam votos de eleitores ingênuos na antiga Atenas, senão espalhando falsos informes, como o que condenou o “justo” Aristides ao ostracismo? Depois, em Roma, os detratores de César armaram uma conspiração acusando-o de tentar a coroa real. Na França revolucionária – narra Stefan Zweig – Joseph Fouché derrubou a ditadura do Terror, de Robespierre sem violência, apenas… espalhando “fuchicos”.

“FAKE”, DESDE (II)
As ‘fake’ existiam desde antes de Cristo; a diferença entre o que acontecia no passado e hoje é “a velocidade, a simplicidade e o baixo custo para produzir e disseminar falsidades, que proliferam com rapidez e se espalham mundo afora” – ajunta o expert em comunicação Carlos Eduardo Lins da Silva. Cardoso acrescenta: “Se na era em que vivemos os fatos deixam de lastrear as condutas e ações humanas; se o pós-fato é mesmo um fato”, passamos a viver numa irrealidade coletiva.

ABBAS CENSURA
Por que a notícia passou a ser um risco, governantes por todo o mundo tratam de buscar-lhe o controle. O mais recente é o dirigente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que deixou de lado o figurino de senhorzinho simpático e vitimado (pela truculência do vizinho Estado de Israel). Baixou decreto que restringe sites de notícias e redes sociais e, avançando ainda mais sobre a liberdade de expressão, vai “encarcerar qualquer acusado de prejudicar a unidade nacional”. Com base nessa legislação autoridades palestinas passaram a suspender publicações, prender e reprimir jornalistas.

BRASIL, 195
Agora um informe real e isento: daqui a duas semanas, também na terça, em conjunto com o Centro de Estudos Brasileiros e o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, a API promove solenidade para comemorar os 195 anos da independência. Será dia 5 de setembro, a partir das 14:30 hs, no auditório do Instituto (rua José Loureiro, 43, Curitiba). A programação prevê preleção sobre a História dos acontecimentos que levaram à emancipação, seguida de exposições e debates sobre o significado atual da independência, bem como os desafios e projetos para chegarmos ao Bicentenário do Brasil em 2022, em situação melhor que a atual.

Caro Associado:
Contamos com sua contribuição para manter os trabalhos de nossa entidade, com valor mensal de R$ 28,00; ou pagamento pessoal na Sede; ou Depósito no Banco SICOOB, Agência: 4368, Conta: 6570-6, com o favor de se identificar na hora do depósito.

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria
Hélio de Freitas Puglieli, Diretor de Assuntos Culturais

Estacionamento conveniado JUST PARK:
R. Marechal Hermes, 890, em frente ao Museu Oscar Niemeyer

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