Memória da Reunião – 19 de fevereiro de 2016

By | February 25, 2016

  • Alexandre Vidal fala sobre a conquista de Monte Castelo. Fotógrafo: Pio Santana.

I – INTRODUÇÃO E COMUNICAÇÕES

O presidente Rafael de Lala iniciou a reunião com saudação aos presentes e passou a palavra a Alexandre Vidal que apresentou as datas comemorativas do período com destaque à importância da conquista de Monte Castelo e o Cerco da Lapa. Convidou também Fernanda Bruni a contribuir com sua experiência de visita ao local.

II – DATAS

(16) dia do repórter; (21) Conquista de Monte Castelo (1945); (24) Promulgação da primeira Constituição da República do Brasil (1891); (26) dia do comediante; (27) dia do agente fiscal da Receita Federal.

MONTE CASTELO
Episódio de grande importância para a história brasileira devido à participação do Brasil no conflito.
A conquista de Monte Castelo foi alcançada após várias batalhas travadas entre as forças aliadas e os alemães durante o final da 2ª Guerra Mundial. Os soldados da Força Expedicionária Brasileira participaram desta batalha que arrastou-se por 3 meses.

III – LITERATURA

Recentemente José Assis Utsch, coordenador do CEB, publicou as resenhas que fez dos livros “A mentalidade anticapitalista” e “A revolta de Atlas”, sobre os quais falou brevemente, sugerindo a leitura dessas notas impressas por ele.
O primeiro, de um dos mais influentes economistas do pensamento liberal, é um estudo das razões da aversão ao capitalismo de Ludwig von Mises, e o outro, da criadora do sistema filosófico ‘objetivismo’, uma ficção de Ayn Rand.

IV – BREVE RADIOGRAFIA DO AMBIENTE INTERNACIONAL

Hélio Freitas Puglielli coordenou os trabalhos e apresentou o professor e filósofo José Manuel de Barros Dias que fez uma breve radiografia da situação internacional Portugal Brasil e Alhures.
Valeu a pena?
Portucale, Condado Portucalense, hoje Portugal. Os tempos passam e muita coisa muda.
Com seus 873 anos de independência, cabe reforçar o que constituiu Portugal tal qual o conhecemos: foi a realidade ali vivida e não simplesmente fatos pinçados.
Curiosamente o tempo nos ensina a aprender a viver com nossas limitações e é também ele que nos limita: “Os nossos dias felizes são os que não têm história” – referência à infância, pois não estávamos limitados pelo tempo ou pelo espaço, conforme explicou Barros Dias.
Portugal não tem fortalecido alianças com os países do hemisfério sul, enfrenta recessão demográfica e econômica, voltando-se sempre para a União Europeia quando necessita dela. Seu sistema político está atrapalhado e confuso com a formação do governo pela esquerda.
O que vai mudar em Portugal e no mundo com os problemas que vemos na Europa é difícil dizer, mas com base no que sabemos do sujeito português podemos esperar muito. Não é fácil: “Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor”.
Brasil, competindo com a Venezuela?
Com as mudanças provocadas por Macri na Argentina, o Brasil perde mais um aliado ao populismo, agora em direção oposta.
A situação do Brasil é extremamente complicada, na saúde pública o cenário é caótico: milhares de mortes por descaso e corrupção: Zika, a falta de credibilidade das autoridades de saúde; na educação: não incita o pensamento crítico, não há produção científica, confunde-se o conhecimento com “certificados de competência”; já a atividade econômica enfrenta combinação de recessão e inflação, dependência das commodities; quanto à política: o velho ‘balcão de negócios’, o politicamente correto – tirania das minorias organizadas etc.
Consequências na Europa
Barros Dias destacou a crise de valores, a diluição do estado de bem-estar, aprofundamento da divisão Oeste/Leste, a importância da Turquia e as complicações trazidas pela Rússia no panorama humanitário e diplomático da Síria, pontos destacados na monografia de Morillas, Sánchez-Montijano e Soler.
O que queremos nós?
O mundo nós sabemos. Ele quer guerra, citando Homero “As guerras existem para que os poetas louvem seus heróis”.
Que papel queremos ter? Devemos contribuir para a paz. Contudo, quem acredita no Brasil? Financial Times, The Economist e outros se frustraram com o Brasil. Estamos anestesiados?
Para sua peroração, elegeu a educação como ponto alto de seu esperançoso remate: “Aprendam idiomas!”, conclamou Barros Dias.

Debates
Da fala do filósofo Dias receberam destaque a guerra civil síria e a interferência russa – ao que tudo indica, benéfica ao ISIS – Estado Islâmico do Iraque e Síria, a crise de refugiados e a Brexit, discussão para permanência do Reino Unido na União Europeia.
Pio Santana declarou sua afeição pelo CEB que pauta as discussões no respeito, um grande valor democrático, e lembrou o valor do Brasil para o mundo.
Como sugestão de leitura, o professor Barros Dias deixou o título Seven pillars of wisdom (Sete Pilares da Sabedoria) de Lawrence da Arábia, “um dos maiores livros já escritos na língua inglesa” segundo Winston Churchill.
Puglielli entregou o certificado de participação e Liuta Pfeifer, associada, uma necessaire, brinde oferecido pelo associado Ailson Colossi, microindustrial no ramo de couros.

V – SUSTENTAÇÃO FINANCEIRA DA ENTIDADE

O sorteio do licor de araucária doado pelo ambientalista Roberto Gava continua e mais nomes foram vendidos. Também os bótons comemorativos da República e da emancipação do PR permanecem à venda. Não deixe de participar, pois esta é uma forma de contribuir para o desenvolvimento deste trabalho de desenvolvimento cultural.

VI – ENCERRAMENTO

A reunião foi encerrada oficialmente com agradecimentos seguidos do habitual café da manhã para posterior reunião de pauta para a eleição da API que se aproxima.

Rafael de Lala, André, Alexandre e Rafael K. Vidal,
presidente da Associação Paranaense de Imprensa secretários

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