Boletim Cultural – 14 de janeiro de 2014

By | January 15, 2014

API – Associação Paranaense de Imprensa
em conjunto com
CEB – Centro de Estudos Brasileiros do Paraná 

BOLETIM CULTURAL DA API
Em 14 de Janeiro de 2014

JORNALISTAS PREMIADOS

O veterano Hamilton Ribeiro (Globo Rural, revista e programa de televisão) é o jornalista mais premiado do Brasil, segundo um ranking que lista os profissionais mais laureados em todos os tempos. Depois dele vem a jornalista Eliane Brum, da Revista Época. Em terceiro figura a colunista Miriam Leitão, da área de economia do jornal ‘O Globo” e outros veículos. Na Região Sul o destaque foi para Mauri König, da Gazeta do Povo.  O levantamento é do boletim noticioso “Jornalistas & Cia”, editado em SP.

LIMITES DA DEMOCRACIA

Daniel Ellsberg foi o pesquisador americano que nos anos 70 vazou um estudo demolidor sobre o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietnam (Os Papéis do Pentagono), determinando a mudança da opinião pública que encerrou essa participação no conflito. Agora ele avalia positivamente a atividade de Edward Snowden, ao divulgar fatos relacionados com a amplidão dos serviços de monitoramento praticados pelo seu país: “Democracia não é compatível com governos controlando e conhecendo cada comunicação pessoal, cada transação de cartão de crédito, cada e-mail”. Diante da reação nacional sobre o tema, mesmo apoiado na “Lei Patriótica” que permite tais operações de inteligência, o presidente Obama vai anunciar novas regras para essa atuação governamental.

TV À FRENTE

No Brasil a televisão ainda é o veículo mais demandado pelo público, segundo levantamento do IBOPE para o governo federal. Para 78% dos entrevistados a TV é o meio mais acessado; depois, vem o rádio, com 40% e, por fim, a internet, com 29% – afora os veículos impressos como jornais e revistas. Mas a tendência é de expansão da rede eletrônica, na medida em que melhorarem as condições de seu funcionamento no país.

MAIS AUTO-CONTROLE

O problema da internet no Brasil, além da deficiência em infra-estrutura (banda larga insuficiente, serviços interrompidos, custos de acesso, etc) é a falta de regulamentação, levando um meio jovem a tolerar a prática de excessos. A       questão se manifestou em Curitiba, quando uma internauta postou um comentário sobre falta de comida para os animais do zoológico – o que depois mostrou-se não ser verdade. Reportagem do jornal Gazeta do Povo traz opinião de juristas: a característica da rede permite difusão instantânea de uma opinião isolada – configurando batalha política.
Para o advogado Luiz Fernando Moncau, citado na matéria, “Na rede há um acirramento de idéias e opiniões que leva as pessoas a escreverem coisas que não diriam em um ambiente social”; além de um alto potencial de disseminação – tudo assumindo características complicadas.

EQUILIBRAR, O DESAFIO

A Prefeitura de Curitiba informou que vai abrir processo contra a internauta incauta, porém o desafio persiste: como equilibrar a liberdade de expressão assegurada pelas leis e Constituição com a proteção da intimidade, o resguardo do interesse público e correlações similares. Pelo sim, pelo não, autoridades, políticos, instituições e empresas já organizam equipes de atuação na rede, tanto para informar como para reagir em casos negativos.

IMPRENSA NO PRESÍDIO

No desdobramento da crise no sistema penitenciário do Maranhão sobrou para a imprensa. Primeiro, uma equipe de reportagens entrou no presídio de Pedrinhas portando aparelhos celulares sem ser retida pelos agentes de plantão. Depois, um grupo de jornalistas acompanhou uma delegação parlamentar e só foi descoberta – e retirada à força – quando já estava a postos entrevistando presos naquele estabelecimento que se tornou alvo das atenções nacionais – pelo ambiente de descalabro ali reinante.

Rafael de Lala, Presidente da Diretoria
Hélio Freitas Puglielli, Diretor de Assuntos Culturais.

Ret. API – Boletim Cultural API – 14jan14

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *